Um dos maiores impactos que a plagiocefalia posicional pode gerar do ponto de vista craniofacial é o comprometimento mandibular. Por décadas, médicos e pesquisadores observaram uma alta incidência de deformidades na mandíbula de bebês portadores de plagiocefalia.
Poderíamos pensar que uma mandíbula desigual, assimétrica ou torta é apenas uma questão de aparência, entretanto o perigo está justamente nessa forma de pensar, já que esse fato está associado a vários distúrbios orofaciais. Lee et al., em trabalho americano publicado em 2008, após acompanharem crianças com plagiocefalia durante 5 anos, encontraram uma incidência significativamente maior de distúrbios relacionados à má oclusão dentária naquelas não tratadas com órtese craniana, inferindo um maior número de problemas ortodônticos e de mais difícil tratamento.
Essa mesma conclusão foi obtida em trabalho publicado em 2016 pelos pesquisadores alemães Kluba et al., quando se percebeu que a plagiocefalia aumentava em até mais de 3 vezes a prevalência de distúrbios relacionados ao desvio mandibular. Ainda se sabe que a plagiocefalia posicional se relaciona a um risco maior da criança cursar com distúrbios da ATM (articulação têmporo-mandibular), da deglutição e da dicção ao longo da vida, consequência da assimetria craniana, quando esta ultrapassa os limites da normalidade.
TRATAR A PLAGIOCEFALIA POSICIONAL A TEMPO PREVINE COMPLICAÇÕES FUTURAS MAIS SÉRIAS!
Texto: Dr. Luiz Márcio
Neurocirurgião – Clínica Heads Brasília
CRM-DF 17274 / RQE 13826
Médico Responsável
Dr. Gerd Schreen
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